Dicas para preparar um cardápio infantil saudável

Com informações do Ministério da Saúde

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Para mudar a alimentação dos filhos que têm hábitos não saudáveis é preciso que a atitude seja de toda a família. No novo cardápio, a base da alimentação deve contar com alimentos in natura ou minimamente processados, os alimentos processados devem ser limitados e os ultraprocessados evitados.

Para entender melhor

>> Alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.

>> Alimentos minimamente processados são alimentos in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. Exemplos incluem grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.

>> Alimentos ultraprocessados correspondem a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial. Exemplos incluem refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”.

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Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde

 

Confira algumas dicas de como fazer essa mudança de atitude para ter uma alimentação mais saudável:

Redução gradual

A redução gradual daquilo que não é tão saudável, como o açúcar, serve como estratégia. “O sucesso é maior quando não há briga ou desconforto. Veja o exemplo do leite com achocolatado. Nos primeiros dias, se a mãe usa duas colheres de achocolatado deve reduzir para uma e meia. Depois de um tempo, diminuir para apenas uma. A criança não consegue notar a diferença e depois de uma semana ou duas, pode até pedir à mãe apenas o leite puro, que é muito mais saudável”, explica a nutricionista Rafaela Rangel de Araújo Jorge, especialista em alimentação infantil.

Enriquecer alimentos

Enquanto a criança não adequa seu paladar à alimentação saudável, outra estratégia é enriquecer os alimentos aos quais ela já está acostumada. Se ela não gosta de cenoura, pode perceber que ela fica gostosa em um bolo. Participar do processo de preparo do bolo na cozinha pode ajudá-la a compreender isso. Vale adicionar itens saudáveis como frutas, verduras, legumes, hortaliças, raízes e castanhas em sucos, crepes, sopas e panquecas.

Visual atrativo

Também é importante atentar-se para o visual dos alimentos, como explica Rafaela Rangel. “A criança é muito visual. Fiz um trabalho em uma escola que deu muito certo. Oferecemos mamão em cubos e nem todas comeram. Alguns dias depois, oferecemos o mamão novamente, mas cortamos em formato de coração e não sobrou nada. Se você trabalha a refeição de uma forma lúdica ajuda muito. A criança precisa ter a chance de escolher e o processo de conquistar a confiança demora bastante, embora seja recompensador”, explicou a especialista em alimentação infantil.  

Use alimentos de sua região

A publicação Alimentos Regionais Brasileiros, do Ministério da Saúde, é um bom guia para aguçar a criatividade na hora de montar o cardápio do dia a dia. O objetivo principal é divulgar a imensa variedade de frutas, hortaliças, tubérculos e leguminosas do nosso país, além de apoiar a educação alimentar e nutricional e incentivar a alimentação adequada e saudável. Esse material contribui, ainda, para divulgar a variedade de alimentos em todas as regiões e orientar seu uso em preparações culinárias.